sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Petrobras faz nova captação e pré-pagamento para alongar e reduzir dívida

Petrobras faz nova captação e pré-pagamento para alongar e reduzir dívida


A Petrobras captou mais US$ 1 bilhão na quinta-feira (16) com um sindicato de bancos comerciais, liderado pelo Standard Chartered, para realizar pré-pagamentos, seguindo sua estratégia de alongar e reduzir a maior dívida de uma petroleira no mundo.




Simultaneamente, a empresa informou nesta sexta-feira que realizou pré-pagamento de financiamento com o Standard Chartered no valor de US$ 500 milhões, que venceria em dezembro de 2018, segundo comunicado.




O restante dos recursos captados, segundo a Petrobras, será utilizado para o pré-pagamento de dívidas existentes.




Além do Standard Chartered, o sindicato de bancos para a captação de US$ 1 bilhão é composto pelo China Construciton Bank, ABN AMRO Bank, Industrial and Commercial Bank of China, Banco Latinoamericano de Exportações e Commerzbank. O financiamento tem como garantia a plataforma P-56.




Após publicar os resultados do terceiro trimestre, a Petrobras informou na terça-feira que prevê captar um total de US$ 22 bilhões neste ano e realizar pré-pagamentos de US$ 23 bilhões.




Dentre as principais operações de captações, a empresa destacou em nota à Reuters que realizou diversas ofertas de títulos no mercado internacional (Global Notes) com vencimentos em 2022, 2025, 2027, 2028 e 2044, no valor de US$ 10,3 bilhões.




Além disso, houve emissão de debêntures no mercado doméstico com vencimentos em 2022 e 2024, de US$ 1,6 bilhão e captações no mercado bancário nacional e internacional, com vencimentos de aproximadamente 5 anos em média, no valor total de US$ 8,7 bilhões.






Pré-pagamentos e alongamento de dívida





Em contrapartida, a empresa liquidou diversos empréstimos e financiamentos, ao longo do ano, como a recompra e/ou resgate de títulos no mercado de capitais internacional, com vencimentos entre 2018 e 2021, com valor total de US$ 7,6 bilhões.




Também houve o pré-pagamento de empréstimos no mercado bancário nacional e internacional, totalizando US$ 12,5 bilhões e o pré-pagamento de financiamentos junto ao BNDES, de US$ 1,6 bilhão.




Como resultado do trabalho, a dívida líquida da empresa somou R$ 279,237 milhões ao final do terceiro trimestre, ante R$ 314,120 milhões no fim de 2016. Houve ainda um aumento do prazo médio do vencimento de 7,46 anos, no fim de 2016, para 8,36 anos, no fim do terceiro trimestre.