Inter não esperará a definição do novo técnico para iniciar a reforma do seu grupo de jogadores. Pelo contrário. Desde o momento que assegurou matematicamente a sua ascensão para a primeira divisão, o clube vasculha o mercado e, mais, trata com empresários e atletas. Afinal, tudo indica que a contratação do sucessor de Guto Ferreira só será anunciada no começo de dezembro ou, no mínimo, após este final de semana, quando será disputada a última rodada da Série B — o Inter precisa de uma vitória sobre o Guarani, no Beira-Rio, aliada a um tropeço do América, para ser campeão.
Os dirigentes, aliás, não demonstram pressa. “Contratar um treinador é mais complicado que trazer um jogador. Normalmente, não é em uma reunião que se define. Há vários aspectos que são analisados, inclusive o projeto do clube para a temporada”, observa o vice-presidente de futebol, Roberto Melo. Ele salienta que as primeiras reuniões com o profissional pretendido, que ele não revela quem é, devem ocorrer somente após o fim da participação do Inter na Série B.
Enquanto isso, porém, ele trata com reforços. O primeiro contratado é o atacante Roger, que assinará um contrato de dois anos com o Inter. Ele estava no Botafogo e também interessou ao Corinthians. Os colorados ofereceram um contrato mais longo e ganharam a disputa. O volante Gabriel Dias, do Paraná, também interessa. Porém, o Palmeiras, que é dono dos direitos federativos, pode negociá-lo com o Moreirense, que disputa a primeira divisão de Portugal.
Paralelamente, o clube negocia com jogadores que já estão no Beira-Rio. Klaus, por exemplo, terá os direitos federativos adquiridos por R$ 1,5 milhão até 30 de novembro, quando se encerra a prioridade do Inter. Nos próximos dias, os dirigentes também devem negociar a prorrogação do contrato de D’Alessandro por pelo menos mais um ano. O jogador é considerado fundamental para o clube na próxima temporada. Seu contrato se encerra em 31 de dezembro, mas ele deve permanecer.